Sexta-Livre

 O projeto, realizado entre 1993 e 1995, consistiu em levar ao  Paço da Imagem, sempre na última sexta-feira de cada mês, conhecidos e destacados nomes da fotografia brasileira, para que num encontro informal e aberto à participação de todos, o convidado dividisse sua experiência e trabalho realizando um debate transparente sobre os mais diversos aspectos relacionados ao ato de fotografar.

Histórico

Sempre levando um profissional de um segmento diferente da fotografia, a fim de que as palestras fossem diversificadas garantindo maior abrangência ao projeto, a Sexta-Livre objetivava estimular a troca de idéias, acelerar o amadurecimento profissional dos participantes e contribuir para o progresso da linguagem fotográfica brasileira. Foram nossos convidados:

Warter  Firmo
A primeira edição do Projeto Sexta-Livre teve como palestrante o fotojornalista Walter Firmo, que trouxe para o público participante a experiência de quem iniciou a carreira em 1957, no jornal Última Hora, com passagem pelo Jornal do Brasil e a revista Realidade.  A mostra realizada em l983, “Ensaio no Tempo 25 anos”, ficou exposta no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, tornando-se itinerante e percorrendo posteriormente o Brasil e aportando em Havana, Bueno Aires e Cabo Verde.  Em 1963 recebeu o Prêmio Esso de Reportagem e o Nikon International Photo Contest nos anos de 1973, 1974,1975,1976,1980 e 1982.

Discorrendo de maneira franca e aberta, e em tom informal, sobre os vários momentos de seu percurso profissional, Firmo reafirmou para o público presente a condição que o coloca entre os mais destacados fotógrafos brasileiros.

João Roberto Ripper
O nosso convidado da edição de janeiro de 1994 do projeto Sexta-Livre foi o documentariasta J. R. Ripper, que trouxe para o encontro a experiência de ter coordenado o Centro de Documentação Imagens da Terra e desenvolvido trabalhos como “Brasiguaios”, “Índios Desaldeiados do Mato Grosso do Sul e ”Favela Nova Holanda”.  O trabalho autoral desenvolvido por Ripper tem um perfil sociológico e possui um  caráter quase devocional ao denunciar, através das imagens que recolhe, as condições de indignidade a que são submetidas parcelas consideráveis da população,  e que, por precaução, chamamos de minorias.

 

Al Hamdan
Fotógrafo publicitário, convidado para a edição de março de 1994, trouxe para a palestra a experiência de mais de vinte anos de trabalho junto a agências do porte da DPZ e CONTEMPORÂNEA, em campanhas de produtos como Coca-Cola, Bob’s, Guaraná Brahma etc.

 

Alcyr Cavalcante
Fotojornalista, premiado como melhor fotógrafo esportivo de 1993, participou do projeto em 29 de abril de 1994, onde dividiu a experiência de vários anos trabalhados em veículos como “Diário de Notícias, Correio da Manhã, O Globo, JB e O Dia”,  para o qual cobriu a Copa do Mundo da Itália em  1990.

 

Sérgio Costa
O convidado da edição de julho de 1994, Sérgio Costa, trouxe para a palestra o mundo da fotografia subaguática.  Como editor da revista “Sub”, sempre incentivou esta modalidade de fotografia, abrindo espaço para a divulgação de vários trabalhos nacionais e estrangeiros. Publicou seus trabalhos em revistas como “Geográfica Universal, Mergulhar, Manchete” etc.

 

Peter Feirbert
Ensaísta, convidado da Sexta-Livre de agosto de 1994, expôs e comentou sobre seus mais conhecidos trabalhos, como “RIO SOB A LENTE DE SEUS FOTÓGRAFOS”, livro oficial da conferência das Nações Unidas sobre meio ambiente e desenvolvimento / ECO-92. Participou de várias mostras e enfatizou em sua palestra o trabalho que lhe rendeu o 6º prêmio Marc Ferrez de Fotografia / 1993 – “A LUA COMO FONTE DE LUZ”.

 

Fábio Elias
Fotógrafo de Viagens, foi o convidado da edição de setembro de 1994. Compartilhou com os presentes vários ensaios realizados ao longo de viagens que lhe renderam o trabalho “ABRA OS OLHOS PARA O ORIENTE”, com impressões colhidas em Hong Kong, Macau, Tailândia, Malásia e Cingapura.

 

Milan Auran
Com mais de 40 anos de experiência, Milan foi o fotógrafo que fez a primeira campanha publicitária colorida no Brasil (Souza Cruz – 1951), trabalhou para clientes como Air France e IBM do Brasil e manteve estúdio próprio na França durante sete anos de atividades. Milan foi nosso convidado na edição de número sete, novembro de 1994.

 

Walter Carvalho
Com trabalhos desenvolvidos em muitas áreas diferentes, como still, cinema e televisão, o convidado da edição de janeiro de 1995, Walter Carvalho, trouxe a experiência de quem realizou a mostra “Visita do Papa ao Brasil”, os filmes “Terra Estrangeira” e “Central do Brasil”, as minisséries “Agosto” e “América” e ainda o documentário “Pantanal” e a novela “Renascer”, entre muitos outros trabalhos.

 

Américo Vermelho
Fotojornalista convidado a participar do projeto Sexta-Livre em sua edição de fevereiro de 1995, Américo trouxe a experiência de ter trabalhado nos jornais “O Estado de São Paulo e Jornal do Brasil” e em revistas como “VEJA” e “ISTO É”. Além de seu reconhecimento como repórter fotográfico, Américo Vermelho teve o ensaio “PRESENÇA NORTE-AMERICANA NO BRASIL: UM REGISTRO VISUAL”, como vencedor do prêmio Marc Ferrez de Fotografia –1994.

 

Lena Trindade
Fotógrafa de Natureza, a convidada da edição de março de 1995 trouxe para o encontro a experiência de quem teve trabalhos publicados em revistas como “Geográfica Universal, Ecologia e Desenvolvimento, Ciência Hoje e Ícaro”, além do reconhecimento da Comunidade Européia para a América Latina como uma das vencedoras do concurso “Mujeres vistas por Mujeres”.

 

Rogério Faissal
Com trabalhos publicados pelas revistas “Veja Rio” e “Domingo” (JB), o convidado da edição de abril de 1995 trouxe para a palestra sua experiência sobre moda e decoração.  Foi colaborador da agência Tiba de Klaus Maya e hoje atua como subeditor da revista “Caras”.

 

Januário Garcia
Ensaísta e fotógrafo publicitário, Januário foi  nosso convidado da edição de maio de 1995, quando expôs parte de seu trabalho desenvolvido no carnaval carioca. Realizou mostras em vários países, em regiões díspares como as Américas, África e Oriente Médio.  Participou como convidado das Bienais de São Paulo e Veneza, além de ter sido um dos fundadores da Associação dos Fotógrafos Publicitários do RJ.

 

Marcelo Tabach
O convidado da edição de junho de 1995 pôs em pauta o retrato, suas dificuldades e sua importância como registro de transformação e caracterização social ,e a  compreensão de sua linguagem.  Marcelo atuou na revista “Veja”, “Jornal do Brasil” e na agência “ZNZ”, além de ser subeditor da revista “Caras”.

 

Roberto Faissal
Fotógrafo subaquático, o convidado da edição de julho de 1995 dividiu a experiência acumulada em trabalhos realizados para a televisão e o cinema, como a minissérie “O Canto das Sereias”, o documentário “Atol das Rocas” e o longa metragem “Ele – O Boto”, além do reconhecimento internacional com um prêmio na MOSTRA INTERNACIONAL DO FILME CIENTÍFICO, pelo trabalho “Um Mergulho na Ciência”.

 

Arfoc / RJ – O JORNAL PAPARAZZI
Em setembro de 1995 os representantes da ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL DOS REPÓRTERES FOTOGRÁFICOS E CINEMATOGRÁFICOS DO RIO DE JANEIRO, Sérgio Cardoso e Alcyr Cavalcanti, participaram do  projeto e discorreram sobre os aspectos intitucionais da profissão e da importância, desenvolvimento e papel do jornal ´PAPARAZZI” junto ao mercado e a categoria.

 

Marcelo Carnaval
Fotojornalista, em agosto de 1995, o fotógrafo que já atuou para veículos como “Jornal do Brasil”, revista “Veja” e jornal “O Globo”, explanou sobre seu trabalho pessoal - fotos de repórteres fotográficos em ação.  Marcelo também expôs em “Rio Sob a Lente de seus Fotógrafos”.

Ayrton Camargo
Convidado da edição de outrubro de 1995, Ayrton dedica-se à fotografia publicitária.  Tendo iniciado sua carreira na Bloch Editores, o fotógrafo trilhou vários caminhos, realizando campanhas junto às maiores  agências do mercado publicitário e trabalhando para várias revistas. Integrou, nos anos de 1982 e 1983, as expedições de Jacques Costeau pela Amazônia e ao longo do rio Mississipe.  Entre 1986 e 1989 transferiu-se para Los Angeles onde formou-se pela Universidade da Califórnia. De volta ao Brasil, passou a utilizar a técnica de light painting da qual foi o precursor na América Latina, sendo seu principal representante no Brasil.

Guido Paternó
Fotógrafo publicitário, convidado da edição de novembro de 1995, trouxe a experiência acumulada em trabalhos desenvolvidos junto às maiores agências do Rio de Janeiro, como Contemporânea e MPM, que lhe renderam o reconhecimento através de prêmios concedidos pela Associação Brasileira de Colunistas de Marketing e Propaganda.

 

 

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